Carolina Deslandes E As Críticas Ao Seu Corpo: “ouvi Que Estava Assim, Porque Era Desleixada”

Carolina Deslandes E As Críticas Ao Seu Corpo: “ouvi Que Estava Assim, Porque Era Desleixada”

Num texto partilhado no seu Instagram, a artista fala sobre as ofensas que foi recebendo desde que se tornou conhecida, aos 18 anos.

Carolina Deslandes voltou novamente ao Instagram para partilhar uma reflexão sobre os comentários maldosos que foi alvo desde que se tornou conhecida durante a sua participação no programa "Ídolos", explicando que antes não tinha qualquer problema com o seu aspeto físico.

Na legenda de uma fotografia onde aparece de biquíni à beira da piscina, a cantora falou ainda sobre como as críticas se intensificaram depois de ter sido mãe, pelas alterações que foi tendo no corpo, e, novamente, após separar-se do pai dos seus três filhos, Diogo Clemente.

"Nunca me achei feia. Até há uns anos nunca me tinha sentido feia ou envergonhada por me despir ou ir a algum lado – nunca. Nem na adolescência. Como o que me atraía nas pessoas era o cheiro, a fala e elas gostarem ou não de Chico Buarque, nunca pensei muito nisso sequer. As pessoas para mim sempre foram tão bonitas quanto eu as amava", começou por escrever.

"Depois tornei-me conhecida do público, com 18 anos. E descobri que havia quem me achasse ‘horrível’ e ‘nojenta’, e que havia até gente que me odiava sem me conhecer, porque eu era insuportável. Depois fui Mãe e ouvi que ‘não é desculpa ser Mãe. Ela está assim porque é desleixada’ e eu com dois filhos com 11 meses de diferença, a arrastar-me de fato de treino e a tirar leite com a bomba e a pensar ‘como é que ninguém me avisou disto?’", continuou, para depois falar das críticas que recebeu após a separação.

"Depois separei-me e li em todo o lado: ‘Engordou e estava à espera de que? Nenhum homem atura esta gaja’, porque a culpa era minha, por ser gorda e por ter opiniões e por ser ‘esta gaja’. Depois comecei a namorar e passei a ser ‘libertina’, ‘sem noção’ e ‘desequilibrada’. É irónico pensar, que muitas das pessoas que me magoaram na vida, nunca falaram comigo ou se cruzaram comigo na rua", referiu ainda.

"É também libertador chegar a uma idade onde descobrimos o prazer do recato. O prazer da nossa casa, da nossa família, das nossas pessoas e entendemos que esse colo é o maior colete à prova de bala que podemos usar na vida. As palavras feias não entram no meu quintal. Aqui erguem-se copos e livros à libertina, linda, e livre mulher que sou", finalizou.